Ruinas Cotidianas

Por que mais um blog

Posted in Juntos! by Lilian Buzzetto on 25/03/2010

Por que mais um Blog?

Tanta gente na internet escreve tanto sobre tudo. Zilhões de diários virtuais e espaços pseudo-informativos – compostos, basicamente, daquilo que meu e-mail chama de spam. O mundo virtual está saturado de gente falando, compartilhado, refletindo, contando piada e querendo aparecer. E, com orgulho, somos parte disso.

Apresentando: Lílian Buzzetto

Não posso falar em nome de todos. Mas no meu caso, há uma explicação muito simples para essa “virutualidade”: O mundo lá fora é um pé no meu saco imaginário. Sair de casa é complicado: não posso fumar, não posso beber e dirigir, nem conversar em calçadas após as vinte e duas. O planeta é caro, grosseiro e tem filas. Muitas filas e trânsito – e eu não sou um poço de paciência.

E tenho comparação porque já fui sociável. Saía, ia e vinha – e, definitivamente, não entendo por que me submeti a algumas coisas. Baladas, por exemplo. Quero um motivo racional, um só, para pagar seis reais em uma cerveja, conseguida aos gritos enquanto sou espremida contra um balcão. Se eu gostasse de ser encoxada involuntariamente freqüentaria o trem da CPTM por prazer. E não me lembro de ter feito nas baladas amizades mais significativas do que no trem – pelo menos, em transportes coletivos, as pessoas se escutam e não estão tão bêbadas.

Nas relações pessoais, o mundo informatizado é uma benção mal- humorados anti-sociais. Definitivamente, não sei mais me relacionar com pessoas que não tem um [x] do lado superior direito. Não suporto a impossibilidade de fechar as pessoas. Falha de engenharia divina não ser possível bloquear pessoas ao vivo. E falha ainda maior eu não poder ficar invisível como no MSN. O Twitter, para mim, beira a perfeição: digito e largo – sem necessidade de estabelecer grandes diálogos infrutíferos. E 140 caracteres são mais do que suficientes – e um bom treinamento para pessoas prolixas, como eu.

Sei que pode parecer deprimente, mas não. Estou mais feliz nesse mundinho estéril. Já sou obrigada a conviver com pessoas de carne e osso para pagar as contas e tenho alguns amigos seletos para não me esquecer como é um ser humano. E, ao longo do tempo, ficará claro que é melhor eu ficar em casa. Em geral, quando saio, algo bizarro acontece – tenho a impressão que meu anjo da guarda é Murphy.

Apresentando: Dauri Eiras

A ideia de montar um blog, antes de mais nada, é fruto de mera intervenção divina. Explico: jamais cogitei a hipótese de ter um!! Desenvolvi o hábito de apurrinhar meus amigos escrevendo longos textos e enviando a toda minha lista de contatos por e-mail. Muitos gostavam, comentavam, alguns poucos elogiavam…outros tantos não expressavam reação, provavelmente boa parte sequer lia. E, obviamente, sempre tem a categoria dos sem-graça que respondem “nossa cara, vai trabalhar”, “tá sobrando tempo”, “are you fucking crazy?” e coisas assim. De qualquer modo, escrevo despretensiosamente. Por gosto, prazer, hobby. Tenho o hábito de ler e escrever bastante desde pequeno e nisto o mérito é todo de minha mãe, Diretora de escola, que sempre incentivou não só este, como outros costumes saudáveis que acabaram tornando-se bons diferenciais na vida adulta.

Só pensei em ter um blog quando por curiosidade fui ler um texto postado por minha “sócia” na empreitada. Recebi um daqueles pseudo-spams disparados pelo Orkut divulgando, cliquei no link pra dar uma olhada do que se tratava => A-D-O-R-E-I. Fiz questão de manifestar minha opinião. Dali, iniciou-se um bate-papo, comentei que também escrevia umas baboseiras, enviei um texto antigo que tinha guardado na caixa de e-mails, trocamos algumas opiniões e constatamos que nosso estilo era absolutamente idêntico. A identificação foi tão grande que passou a empolgação e, rapidamente, surgiu a ideia de termos juntos um espaço para publicar nossos textos. Nascia, então, o Ruínas Cotidianas.

O blog não tem um objetivo maior que ser apenas um espaço para postar alguns textos, manter o hábito de escrever e, é claro, dentro do estilo característico dos dois “proprietários”, encarar de uma forma irônica, sarcástica, bem-humorada, todos os problemas comuns em nosso dia-a-dia. Não há um assunto específico, um tema central, qualquer coisa pode gerar um texto novo. Não estamos preocupados em ser politicamente corretos (ai, como odeio este termo ridículo) nem tampouco polêmicos. Apenas em exercitar este gostoso hábito e, quem sabe, com isso entreter alguns amigos que apreciem.

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Uma resposta

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  1. Rafael Cezarey said, on 04/04/2011 at 11:20

    Olá!
    De Fato ADOREI o Blog.
    Tenho 17 Anos e ao contrario de muitos outros da mesma idade . Adoro escrever . claro que não é nada muito otimo etc. mas sempre estou tentando melhorar .
    Sim sempre terão “engraçadinhos” que por idiotice ou simplismente vontade de ser igual vão mandar piadinhas ¬¬ . emfim . adorei e estarei sempre vendo o blog aqui *–* . sigam o meu se quiserem Abraços


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